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							<title>Progbrasil-Resenhas</title><link>http://www.progbrasil.com.br</link>
							<description>Resenhas publicadas pelos membros do grupo de discussão Progbrasil </description>
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							</image><item>
						 <title><![CDATA[  Haikara - Haikara]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1931</link>
						  <pubDate>2025-08-08 09:42:59</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/Haikara_1972.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>Pérola obscura do progressivo finlandês dos anos 70, este disco era pouquíssimo conhecido até mesmo entre o público de música progressiva na época, e mesmo na década seguinte.

O lançamento dos primeiros projetos da produtora Colossus, do mesmo país, a partir dos anos 2000, é que começou a chamar a atenção para a banda. Já no projeto inaugural, o cd duplo Tuonen Tytar 1, de 2001, possui músicas do Haikara interpretadas por outros artistas. Além da faixa de abertura do álbum ser interpretada pela própria banda, em uma nova versão bem diferente da original.

A isso se juntou os dois projetos seguintes da produtora, o sensacional Kalevala e o primeiro Spaghetti Epic, ambos de de 2004. Ambos, mais uma vez, tinham a faixa de abertura assinada pelo Haikara, o que despertou mais atenção ainda para a banda. Que, nesta época, tinha uma formação já completamente diferente da original, embora seguisse liderada pelo multi-instrumentista Vesa Lattunen.

Nesta altura, os primeiros discos da banda já estavam novamente no mercado, agora em formato de CD. E talvez o melhor deles seja justamente este aqui, estréia da banda, auto intituado, lançado no distante ano de 1972.

A banda se apresentou com uma formação bastante original e interessante. Guitarras e teclados ficavam exclusivamente a cargo de Vesa Lattunen, que também fazia vocais de apoio. Junto a ele, seu xará Vesa Lethinen nos vocais principais; Harri Psystynen na flauta e sax; Timo Vuorinen no baixo, e Markus Heikkero na bateria. Completam o time um convidado no violoncelo, dois nos trompetes e e mais dos nos trombones.

Mas mais do que isso, Lattunen era a mola mestra da banda: ele compôs todas as melodias do disco, além de centralizar os arranjos. Lethinen fez todas as letras.

O disco apresenta, como a formação deixa como pista, um som bastante original. Difícil encontrar semelhança com qualquer medalhão do progressivo aqui. A banda faz uma mistura muito própria, bastante focada em jazz/prog, mas também com muitos momentos sinfônicos. O flauta e o sax de Psystynen se destacam bastante, geralmente com o sax aparecendo nas partes com mais energia, e a flauta nos momentos mais melódicos (muitas vezes com o violoncelo acompanhando). Isto, junto aos demais sopros dos convidados, preenchem de forma impressionante o espaço nos arranjos, deixando Lattunen à vontade para se revezar entre a guitarra e os teclados.

O disco abre com a interessante Köyhän Pojan Kerjäys, que chega a lembrar música de circo, até por alguns toques de humor nos vocais. Destaque para o sax e os demais sopros em alguns trechos, além da guitarra. Mas a coisa melhora bastente na segunda faixa,  Luoja Kutsuu, que já abre com flauta e violoncelo dando um toque mais sinfônico, além da bela interpretação vocal de Lethinen. A música intercala as passagens lentas com trechos mais acelerados onde os sopros aparecem novamente. Nos trechos lentos, ainda aparecem órgão e sinos, muito bem colocados junto do violoncelo e da flauta.

A terceira música, que encerra o lado A do vinil, é o grande destaque: a sensacional Yksi Maa & Yksi Kansa, com seus quase 10 minutos! Os sopros introduzem a música, seguidos pela melodia principal solada pelo violoncelo com flauta mais ao fundo, e a guitarra marcando. E entra a voz de Lethinen , em interpretação muito bela, mas curta. Pois o que vem a seguir a uma selvageria jazzística instrumental, com a guitarra marcando e os sopros acompanhando, seguidos por lindo solo de guitarra, talvez o mais belo de todo o disco! Recomendo ouvir bem alto! Vale a pena! Mas o show segue com intervenções dos trompetes e trombones, do sax, e de nova passagem melódica de flauta, antes de acelerar de novo com os sopros e a guitarra. É preciso destacar também o trabalho do baixo e da bateria, também brilhantes!

Um breve interlúdio, e então volta a bela melodia inicial, de novo com violoncelo e flauta à frente. E volta o vocal, agora com todos os intrumentos, em um final apoteótico, com todos juntos: banda e convidados! Sem brincadeira: essa música, sozinha, vale o preço do disco!

É exatamente essa a música que a encarnação mais recente da banda reinterpretou em 2001 na caixa Tuonen Tytar 1 da Colossus, mencionada mais acima. O arranjo lá é muito diferente, mais calmo. E tem um trecho novo no meio, com mais vocais. Eu, particularmente, acho esta versão original muito superior.

O lado B do vinil tem apenas 2 músicas: as longas  Jälleen On Meidän e Manala, ambas com mais de 10 minutos.

Jälleen On Meidän é um jazz-rock mais pesado. Ela tem 2 baixos em alguns momentos (Lattunen toca o segundo). Os dois baixos, o sax de Psystynen e a guitarra do próprio Lattunen marcam a música inteira, que não tem tantas variações de melodia como as duas anteriores. Há aqui também mais um longo solo de guitarra no meio da música, com um trecho bem acelerado inclusive. Os músicos convidados não aparecem muito aqui, nem sei se chegam a participar. No final, temos uma espécie de jam session. Ainda merece destaque mais uma ótima presença do vocalista, que aqui aparece somente nos primeiros minutos da música.

Manala, que encerra o disco, é outro grande momento do mesmo, e talvez a sua música mais ligada ao sinfônico. Começa com uma delicada guitarra limpa e uma flauta (ainda há um discreto violão ao fundo). Entra o baixo e a voz (aqui um pouco mais grave), além de pratos de bateria bem discretos. Após os 3 minutos, os demais instrumentos entram, deixando a coisa um pouco mais acelerada, para depois ficar lenta novamente, com novo solo de guitarra. A partir dos 6 a coisa fica mais selvagem e jazzística, com o sax e a bateria entrando com força, além da voz com mais força. E fica até o fim intercalando algumas pausas com a entrada da banda toda. Encerrando o disco com tudo em cima!

Haikara, o disco, é uma obra que recomendo a quem goste de progressivo em geral, mas principalmente a quem curte coisas mais jazzísticas e menos convencionais. Os vocais são todos no idioma natal da banda, e tem gente que estranha isso. Eu acho que ficou ótimo!

Essa formação da banda mudaria logo após este primeiro disco, com a saída do vocalista Vesa Lethinen. No disco seguinte, Vesa Lattunen trouxe sua irmã para a banda, e com ela divide os vocais no disco, com mais protagonismo dele. Vesa Lethinen fez muita falta, isso é visível ao longo do disco.

O terceiro disco teve nova mudança, com a vocalista saindo e outro vocalista se juntando à banda, e o som ficando mais pesado.

Quando a banda voltou em 1998, somente com Vesa Lattunen como membro original. A sonoridade mudou um pouco, mas ainda manteve a qualidade. Vesa Lattunen trouxe outra vocalista para a banda, e dividia os vocais com ela, além de continuar dando bastante espaço para o sax.

As músicas que a banda produziu para os lançamentos da Colossus prometiam novidades para o futuro. Mas o falecimento de Vesa Lattunen, logo após os projetos Kalevala e Spaghetti Epic, pôs fim ao grupo, infelizmente. A banda preparava mais uma faixa para o segundo Spaghetti Epic quando Lattunen se foi.

Mas deixou o um belo legado. A começar por este brilhante disco aqui.
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				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Stephan Thelen - Worlds In Collision]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1930</link>
						  <pubDate>2025-06-24 15:02:06</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/worldsCollision.jpeg" width=200 height=200 align="left"><br>Stephan Thelen é um dos compositores mais versáteis e criativos que conheci nos últimos 15 ou 20 anos. Em cada novo trabalho, sempre o que temos é algo novo e inesperado, que supera as expectativas. Worlds In Collision é seu novo disco solo e foi originado com a ideia de usar loops de vozes na música e explorar o uso intenso de guitarra com efeitos. Em uma conversa com Fabio Anile, esse disse que compartilhava a ideia em trabalhar com loops de vozes, assim começaram a tratar a composição de Stephan, Palermo. Resultado sensacional. O novo CD começou a nascer. Para Worlds In Collision, tudo funciona com ritmos complexos, invocando algo na linha trance/tribal, em que ritmos alucinantes, em geral, rápidos, são acrescidos de loops de vozes, teclados, percussão e outros efeitos. Na maior parte do tempo, as vozes também acabam gerando ritmos e se integrando à batida que ouvidos, em caráter quase hipnótico. As batidas tribais conhecemos de trabalhos de Bill Laswell e Buckethead, e o uso de vozes não é incomum, Art Zoyd e Thierry Zaboitzeff fazem isso, mas como elas são usadas aqui é algo único e intenso, sem igual. Stephan explora a fundo técnicas da guitarra desenvolvidas em outros trabalhos, principalmente junto com David Torn, usando delays, saturação e solos intensos com processamento ao vivo. Ainda contribuem na guitarra o próprio Torn, Jon Durant e Stephan, é claro. Fabio Anile e Stephan Thelen se unem, alternam e sobrepõem o trabalho de adicionar sons, texturas e ambientes na música, de forma magistral. O motor da locomotiva é comandado por Yogev Gabay, e é de cair o queixo. Palermo e Kosmonaut são duas faixas que não saem da cabeça depois de uma ou duas audições. Cuidado, altamente viciante! Por falar em Laswell, ele faz um remix de Atomic, faixa extra. Um disco cheio de energia e surpresas, recomendo ouvir com fones, é uma experiência imersiva e única. Para quem gosta de trance, música eletrônica, Brain Eno, Bill Laswell, da fase eletrônica do Art Zoyd e de música audaciosa, que não tem medo das barreiras ou selos pré-concebidos. Um dos melhores e mais criativos CDs de 2025.

David Torn: guitarra e looping ao vivo
Jon Durant: guitarras elétrica e acústica, guitarra fretless, guitarra cloud e guitarra VCS3
Fabio Anile: vozes tratadas, sintetizador Roland D 50, instrumentos sampleados, pianos echoplex e glitch, eletrônica e percussão
Yogev Gabay: bateria
Stephan Thelen: guitarra elétrica, baixo, delays, eletrônica, piano eletrônico, órgão, marimba, santur, samples, percussão e programação

com:

Ian Allison: baixo em Atomic
Tim Harries: baixo em Palermo
Manuel Pasquinelli: percussão em Palermo

01 Palermo (6:28) 
02 Bullet Train (6:48) 
03 Worlds in Collision (7:13) 
04 Atomic (8:45) 
05 Kosmonaut (8:45) 
06 Voices from the Ether (8:16) 
07 Coda (3:35) 

Bonus Track 

08 Atomic (Bill Laswell Remix) (8:17) ]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Eclectic Maybe Band - Cosmic Light Clusters]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1929</link>
						  <pubDate>2025-04-13 10:02:54</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/cosmiccluster.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>Guy Segers é membro fundador do Univers Zéro e tem uma característica incomum, é um dos poucos membros da banda que participou de vários projetos fora da carreira no Univers Zéro. Nos últimos anos Guy montou um projeto peculiar, a Eclectic Maybe Band, um trocadilho com Electric lLady Land, em que ele leva alguns músicos para o estúdio e lá improvisam ou experimentam sore temas que Guy compôs. Depois Guy edita a música e convida outros músicos ao redor do mundo para adicionar solos ou mesmo graver suas partes. Um disco nunca é igual ao outro. Cosmic Light Cluster é o quinto, com vários membros do Univers Zéro, do Art Zoyd, a fina nata dos músicos belgas e vários convidados dos EUA, Japão, Espanha, Suécia só para citar alguns. Para os meus ouvidos, este disco é o que mais tem ligações estéticas com o Univers Zéro, algumas frases aqui e ali me lembram algumas composições, mas a música, no geral, é completamente diferente, estando mais para o jazz e com toques de música contemporânea. O disco pode ser dividido em duas partes, as primeiras faixas são improvisos com climas mais tensos e sombrios. Mesmo que cada faixa tenha sido gravada com músicos diferentes, elas se desenrolam quase como uma suite e vão se desenvolvendo de forma continua. Um paralelo seria uma versão jazzística do início de La Faulx. As últimas faixas, no entanto, são mais estruturadas e exploram o campo mais fusion, jazz modern ou chamber jazz. Os melhores músicos belgas se alternam com solistas de várias partes do mundo em algumas das melhores e mais intensas composições de Guy Segers, com instrumentação extremamente diversa e rica, Guy explora da melhor forma possível as ahbilidades de seus convidados, seja na seção rítmica, cantando, declamando ou em solos sensacionais. Não perca este CD, que é, até o momento, o mais criativo e intense da Eclectic Maybe Band. Vamos esperar para ouvir o que vem por aí!

1. Nébuleuse (4:33)
baixo, computador – Guy Segers
flauta – Pierre Bernard
Oboe – Michel Berckmans
trombone – Franck Cottret
trumpete – Jean-Pierre Soarez
violino – Cécile Broché

2. Cratère (5:36)
baixo – Guy Segers
bateria – Dirk Wachtelaer
guitarra – Michel Delville
flauta – Pierre Bernard
piano – Catherine Smet
trumpete – Jean-Pierre Soarez

3. Prisme Souriant (5:44)
baixo, Samples – Guy Segers
clarinete – Dirk Descheemaeker
bateria – Fabrice Owerzarzak
teclados – Andy Kirk
trumpete – Jean-Pierre Soarez
violino – Cécile Broché

4. Mineral Is Growing Slowly (5:48)
baixo – Guy Segers
bateria – Dirk Wachtelaer
guitarra – Michel Delville
flauta – Pierre Bernard
teclados – Catherine Smet, Joe Higham
trumpete – Jean-Pierre Soarez

5. Calculations At The Space Center (4:52)
baixo, Samples – Guy Segers
clarinete – Joe Higham
bateria – Dirk Wachtelaer
guitarra – Michel Delville
flauta – Pierre Bernard
teclados – Catherine Smet
trumpete – Jean Pierre Soarez

6. Hypnopédie (8:22)
baixo, computador – Guy Segers
Letras – Cathryn Robson, Eleni Siozou, Mami Foujita
violino – Cécile Broché
vocais – Cathryn Robson, Eleni Siozou, Mami Foujita

7. Ordinary Undercover Radar (5:22)
baixo – Guy Segers
bateria – Tatsuya Yoshida
marimba, vibrafone – Rich O Meara
violino – Cécile Broché

8. Elipse Sealed (10:02)
baixo, computador – Guy Segers
fagote – Stephan Köhr
cello – Sigrid Vandenbogaerde
guitarra – Ángel Ontalva
violino – Cécile Broché

9. Bottle Opener (9:08)
Alto e  Baritone Saxofones – Mark Bogaerts
Clarinete baixo – Dirk Descheemaeker
baixo, computador – Guy Segers
Cello – Emmanuel Cremer
bateria – Sean Rickman
guitarra – Jimmy Ågren
flauta – Pierre Bernard
Saxofone Sopranino – Joe Higham
Saxofone Tenor – Luc Mishalle
Trombone – Franck Cottret
Trumpete – Jean-Pierre Soarez
violino – Cécile Broché

10. B2 Or Not 2B > Astrum Argentinum (9:14)
baixo, computador – Guy Segers
Fagote – Paul Everaert
Clarinets, Clarinete baixo – Dirk Descheemaeker
bateria – Sean Rickman
guitarra – Ángel Ontalva
Flugelhorn – Luc Van Lieshout
flauta – Pierre Bernard
violino – Marianne Denoïa
Vocal – Cathryn Robson
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Lunophone - Surroundings]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1928</link>
						  <pubDate>2025-01-22 14:30:56</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/Lunophone.jpeg" width=200 height=200 align="left"><br>Lunophone Ã© um novo projeto musical nascido da colaboraÃ§Ã£o entre Dario D'Alessandro (Homunculus Res) e James Strain (Rascal Reporters). Seis composiÃ§Ãµes de cada membro resultam em um total de 12 mÃºsicas que foram tocadas e arranjadas de seus respectivos locais na ItÃ¡lia e Irlanda, mas com muita interaÃ§Ã£o e conexÃ£o entre os dois.

A mÃºsica apresentada pelo duo Ã© uma colcha de retalhos feita de peÃ§as que se encaixam perfeitamente e nos traz rock progressivo, jazz-rock, R.I.O, Canterbury e canÃ§Ãµes. O resultado Ã© impressionante, ambos tocam uma variedade enorme de instrumentos, sendo que os vocais ficam por conta de Dario D'Alessandro, que lembra bastante a voz e o estilo de Richard Sinclair, principalmente por cantarolar em vÃ¡rias faixas.

A mÃºsica Ã© realmente uma fusÃ£o entre a parte melÃ³dica e canterburiana de Homunculus Res e o turbilhÃ£o de ideias que caracteriza o Rascal Reporters. Aqui essas duas vertentes conseguiram entrar em harmonia total e se fundir em grande estilo. A mÃºsica Ã© dinÃ¢mica, animada, cheia de vida, de viradas inesperadas, de belos solos, de instrumentos do Oriente MÃ©dio, misturados com instrumentos de cordas sem trastes e teclados que invocam o som canterburiano. Lunophone evoca a noÃ§Ã£o de um som emanando da Lua, fascinante e misterioso (frase roubada da banda e que expressa tÃ£o bem a mÃºsica do disco). Em meio sucessÃ£o de belas passagens, intrincados contrapontos e mudanÃ§as de temas, espere belos solos de vÃ¡rios instrumentos. Esse disco Ã© maravilhoso e muito prazeroso de ser ouvido.


Dario D Alessandro: vocais e letras (1-12), guitarra elÃ©trica (1, 3, 5, 7, 9, 11), violÃ£o clÃ¡ssico (2, 7), sintetizadores (1-9, 11), piano (7), glockenspiel (7-8), pandeiro (11), arte e layout.

James Strain: baixo (1-12), bateria (1-12), guitarra elÃ©trica (1-2, 4-12), violÃ£o sem trastes (4, 7, 12), oud elÃ©trico (4), cÃ­tara (4), piano (4, 6, 8), piano rhodes (2, 6, 10), Ã³rgÃ£o fuzz (1, 9, 10), sintetizadores (3, 7, 8, 10), orquestra MIDI (2, 4, 12), gamelan gangsa (4), Nuvo DooD (6, 7), percussÃ£o (1, 4, 6, 7, 12), mixagem e masterizaÃ§Ã£o.



01. Lunaria 01:57
02. CÃ­och charraige 02:49
03. Un giorno o due 02:14
04. Dalbhdha 03:53
05. Ametista 02:12
06. Aduantas 04:08
07. Miglior vita 04:14
08. UchtÃ³g mhoillithe 04:39
09. Zuppa la sera 03:54
10. RenÃ© Magritte 03:46
11. Scarpe rotte 05:30
12. Anonimo 02:40
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Basta! / Joris Vanvinckenroye  - 3]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1927</link>
						  <pubDate>2024-12-24 15:08:07</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/Basta3Joris.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>Joris Vanvinckenroye é baixista e compositor belga, conhecido pela sua associação de mais de uma década com a banda Aranis e seu trabalho BASTA! 3 é seu mais recente disco solo. Em seus discos solos Joris gera loops com o contrabaixo acústico, em dedilhado ou com arco, superpondo ritmos e melodias e vai montando a música pela sobreposição dos motivos criados. O resultado é uma orquestra de contrabaixos que se alternam em ritmos construídos, contrapontos, sobreposições e belos solos. A música é construída e cresce à medida que cada elemento é acrescentado e encaixado na estrutura / composição idealizada. A música é cheia de graça, delicadeza e energia. Elementos da música de câmara, jazz, minimalismo, um pouco de R.I.O., um toque de Michael Nyman e uma pitada de Piazzolla, tudo isso faz da música de Joris única, poderosa e imensa. Nesse novo trabalho, Joris usa além do contrabaixo acústico a Viola da Gamba, que é a prima mais antiga do violoncelo, da viola e, de certo modo, do contrabaixo acústico. Foi usada principalmente durante a Renascença e o Barroco, com 6 ou 7 cordas, tocada com arco, e de som mais grave que a viola normal, a viola da Gamba é aqui tocada em pelo menos três faixas, intituladas Gambasta 1, 2 e 3, mas possivelmente em outras faixas para solos. O som da Viola da Gamba é sensacional, muitos harpejos, que se juntam em uma ciranda fantástica. 3 é o trabalho mais intenso, magnífico, complexo e de composições belas dos discos solos de Joris. Em CD ou digital sendo lançado pelo selo do pianista Nik Bärstch. Não percam, Joris brilha neste trabalho!

1. Jylitys part 1 (5:06)
2. Vilnis part 1 (7:44)
3. Cilpas (7:32)
4. Gambasta 1 (4:04)
5. Voltas (5:22)
6. Vilnis part 2 (5:11)
7. Gambasta 2 (1:44)
8. Jylitys part 2 (9:58)
9. Gambasta 3 (2:23)

Joris Vanvinckenroye – baixo acústico, viola da gamba
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Stephan Thelen & Markus Reuter - Rothko Spaces vol. 2]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1926</link>
						  <pubDate>2024-11-17 18:48:15</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/Rothkovol2.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>Em seis faixas improvisadas e inspiradas nas pinturas do americano Mark Rothko, temos um trabalho muito bonito e intenso de Markus Reuter e Stephan Thelen. Rothko disse: O único tema nobre o suficiente para a arte é a tragédia. Esse foi o conceito apresentado por Stephan para Markus antes das gravações se iniciarem. A ideia original surgiu em um trabalho com David Torn, com improvisos baseados em guitarra com muita distorção, retorno (feedback) e overdubs de orquestra. A mesma ideia foi usada com Markus. Enquanto ele improvisava, Stephan foi imaginando um coral e percussão erudita sobre o que ele tocava, o que foi e adicionado posteriormente. Passagens adicionais de guitarra foram introduzidas por Jon Durant e Stephan Thelen. O resultado? Markus e Stephan apostam nos climas e atmosferas musicais, nada de temas ou harmonias para você ficar assobiando depois. Gongos, tambores e vozes celestiais aparecem entre os acordes e os climas intensos e distorcidos da touch guitar e de outras guitarras, notas constantes, distorções, trovões e ruídos pulsam, se repetem e se alternam! Os sons criados são espetaculares. A música é intensa, varia entre bela e calma, ou misteriosa e sombria. Passagens celestiais, dão lugares a climas abstrato-futuristas ou  sombrios. Essess climas tensos e misteriosos permitiriam que a música fosse usada como trilha sonora para Blade Runner III, caso venha a ser filmado. Isso é sensacional!  


1. Power Spot 13:26
2. A Safe Haven 12:07
3. No Way Out, Part 1 05:23
4. No Way Out, Part 2 06:56
5. No Way Out, Part 3 07:24
6. No Way Out, Part 4 05:59

Markus Reuter: Touch Guitars© AU8
Stephan Thelen: Samples de Orquestra e Coral, Guitarra, Arranjos
Jon Durant – guitarra em 2
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Present - This is not the end]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1925</link>
						  <pubDate>2024-06-09 11:52:15</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/TINTE.jpeg" width=200 height=200 align="left"><br>This is NOT the End é o último álbum de Present, o canto do cisne de Roger Trigaux e sua banda. Roger participou e comandou a maior parte das sessões de gravação, mas adoeceu e faleceu antes do término, com certeza morrer no meio das gravações não fazia parte dos planos de Roger, mas na maior parte das vezes, não escolhemos quando isso ocorre. Graças aos esforços de Pierre, Kurt, Keith, Dave, François, Liesbeth e às forças motrizes de Michel Besset, Steve Feigenbaum e muita energia e trabalho de Udi Koomran, This Is Not the End  foi terminado e ganhou vida.

A obra é composta por três peças. Começa com o antigo clássico Contre, que ganhou arranjo novo, muita energia, e melhorias na execução em relação ao original. Aí entramos na longa suíte: This is NOT the End, que tem as Partes 2 e 1, a suíte em que Roger compôs possivelmente mais intensa peça para o Present executar. A parte 1, a mais longa, foi tocada ao vivo três vezes, e a Parte 2, quando ficou pronta, acabou servindo de introdução para a Parte 1, e assim ficaram. Ambas constituem uma peça longa em um crescente longo de intensidade, com altos e baixos, para que os ouvintes tomem folego! Em uma tapeçaria de partes novas compostas, são colados e mesclados pequenos trechos de peças dos últimos discos do Present, em um labirinto musical complexo e cheio de alta energia. Muita tensão, mistério, passagens sombrias vão se alternando em um crescendo progressivo, até seu desfecho bombástico. A interação intensa e intrincada entre os instrumentos é fenomenal! Enquanto a seção rítmica destrói lentamente todos os alicerces do que você acredita ser certo do que você imagina de um disco de rock, guitarra e piano se unem em solos intensos, com apoio incrível de violino e clarinetes. Turbilhões de ideias invadem seu cérebro, sem descanso, e justamente quando você pensa que entendeu o que está acontecendo, outro trem expresso vai passar por cima de você, descontrolado. Uma vez o Daniel Denis me disse: Tudo que o Roger escreve é .... tão arrrrgh… intenso!!!! Isso é o que você obtém aqui. Isso é intenso ao extremo. Sem descanso! Isso vai explodir sua mente. Roger diria: ouça bem alto!!! Então… ouça ALTO! Este é o Present em seu melhor! 

Obrigado Udi, acompanhei quanto trabalho você se dedicou a isso! O resultado é inacreditável!


1		Contre	7:58
2		This Is Not The End / Part 2	12:15
3		This Is Not The End / Part 1	26:30

Keith Macksoud - baixo
François Mignot - guitarra
Roger Trigaux – teclados, vocais
Dave Kerman – bateria
Pierre Chevalier – piano, teclados, vocais
Kurt Budé – saxophone, clarite, clarinet baixo
Liesbeth Lambrecht - violino
Udi Koomran – som, mixagem
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Asceta - Erebus, La Suite de Las Sombras]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1924</link>
						  <pubDate>2023-12-31 15:25:05</pubDate>
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						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/EREBUS.jpeg" width=200 height=200 align="left"><br>Erebus, La Suite de Las Sombras é o segundo trabalho da banda chilena Asceta. A música foi composta e arranjada por Rodrigo Maccioni e pode ser enquadrada dentro do rock de câmara. A instrumentação da banda tem cordas, palhetas, bateria, e a guitarra é praticamente limpa, dando uma sonoridade que nos lembra algo similar ao primeiro disco do Univers Zéro, da banda Aranis ou do último do Henry Cow, embora, se comparada com este, bem mais leve e menos densa. A música é sim complexa, mas apresentada de forma mais solta e, mesmo com climas obscuros e tensos, não são sufocantes. A música do Asceta Ensemble tem influência das bandas do movimento R.I.O., mas tem muita personalidade e criatividade. A comparação direta é Univers Zéro e Art Zoyd, mas o som do Asceta é algo mais leve, também com grande fluência e o uso das palhetas em passagens complexas nos remete ao som do Henry Cow. Entretanto, as composições de Maccioni são extremamente originais, de modo que o que ouvimos é a música do Asceta e não uma cópia das bandas R.I.O. citadas. Além disso, a execução é fantástica, nesse estilo é o que tem de melhor, para o meu gosto, do que eu já ouvi na América Latina, tanto na qualidade da execução, quanto nas composições. A conexão entre cordas e palhetas é algo raro de se ver no nível que é apresentado aqui. O som também é fantástico, todos os instrumentos têm som claro e bem definido, bom balanço e equilíbrio. Bom trabalho do meu amigo Udi Koonram. Se você gosta de chamber rock.... não perca! Se não conhece o estilo, um excelente trabalho para começar. Outro para a lista dos melhores de 2023. Altamente recomendo.

1. Preludio	6:04
2. Pseudo-fonía Del Tormento	8:14
3. Concilio De Brujas	2:45
4a. El Hereje Y El Devoto	6:55
4b. Profanes Y Arcanos	5:10
5. En Lo Alto Y En El Abismo	6:08
6. Por Sobre Mi Cadáver	6:16
7. La Danza De Los Condenados	8:27


Fagote – Alejandro Vera
Clarinete, Clarinete Baixo – Alfonso Vergara
Guitarra Elétrica, Flauta, Sintetizador, Composição, Arranjo e Produtor – Rodrigo Maccioni
Bateria, Percussão – Leonardo Saavedra
Baixo Elétrico, Contrabaixo – Eduardo Rubio
Oboé, Trompa Inglesa – Pascal Montenegro [Músico Convidado] 
Piano – Oscar Pizarro [Músico Convidado]
Violino – Arianne Guerra
Violoncelo – Cristián Peralta
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