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							<title>Progbrasil-Resenhas</title><link>http://www.progbrasil.com.br</link>
							<description>Resenhas publicadas pelos membros do grupo de discussão Progbrasil </description>
							<language></language>
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								<title></title>
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							</image><item>
						 <title><![CDATA[  La Máquina Cinemática  - Música para Pantallas Vacías]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1627</link>
						  <pubDate>2012-02-03 16:50:19</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/musica_para_pantallas.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>	La Máquina Cinemática é a banda argentina liderada pelo pianista e compositor Exequiel Mantega e foi uma das maiores surpresas que tive em 2011. Como o título do disco sugere, Música para telas vazias, a música é dedicada ao cinema, ou pode-se dizer que La Máquina Cinemática produz trilhas sonoras para filmes que não existem, misturando, jazz, tango, rock, música de câmara, e música uruguaia, argentina e brasileira. A trilha sonora perfeita para se ouvir em uma manhã ensolarada de domingo. Música de grande delicadeza e arranjos muito ricos, explorando ao máximo a instrumentação disponível. O trabalho das cordas e dos sopros é fantástico. Comparações seriam Julverne, Conventum, Aranis e o Grupo Muda do mineiro Juarez Maciel. Ao mesmo tempo em que a música é delicada, ocorrem passagens atonais e com contrapontos intrincados que nos remetem às composições mais calmas do trabalho atual do Univers Zéro ou mesmo Michael Nyman. Recomendo, pois o disco deve agradar tanto os vanguardeiros como o pessoal que gosta de música sinfônica.

1. Amigos (parte 1)
2. Amigos (parte 2)
3. Luana
4. Intrusos
5. Eterno Sábado
6. Pesebre
7. Amomiir
 
Suite:
8. Besos
9. Abrazos
10. Mordiscones
11. Candombe para los pájaros
12. Media Luna
 
violino: RAMIRO GALLO 
violino: SERGIO FRESCO 
cello: PATRICIO VALLEJO 
flauta: PAULINA FAIN 
clarinete: GUSTAVO HUNT 
oboé: Ma. EUGENIA CARUNCHO 
clarinete baixo: MARTÍN PANTYRER 
batería: LEONARDO ÁLVAREZ 
guitarra de 7 cordas: PEDRO ROSSI 
baixo elétrico: GUIDO MARTÍNEZ 
piano: EXEQUIEL MANTEGA
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Dialeto - Chromatic Freedom]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1626</link>
						  <pubDate>2012-02-01 19:05:07</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/dialeto_chromatic.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>	Após 15 anos parados, o trio Dialeto volta com o novo CD Chromatic Freedom e em sua formação original. A música do Dialeto é dominada pela guitarra pesada de Nelson Coelho, que usa alguns overdubs para duplicar a guitarra em algumas faixas, com uma fazendo a base e outra(s) a viagem ou solos. São 12 faixas, metade instrumental e a outra metade com vocais. O som do Dialeto tem tanto influência de bandas clássicas do hard rock e do progressivo, notadamente King Crimson, Jimi Hendrix, Zappa e Led Zeppelin, além de algo dos anos 1980, como a sonoridade do King Crimson dessa época. Não sei se o pessoal do Dialeto conhece, mas em algumas faixas, eles têm algo de Present, o peso, os climas tensos e sinistros, além da guitarra torturante! As melhores faixas, para o meu gosto, são as instrumentais, pois nelas a guitarra é explorada ao máximo. São nessas faixas que a banda chega aos extremos Crinsonianos ou do Present. A cozinha é pesada, especialmente o baixo, marcando a música com peso e passagens intrincadas. Nelson Coelho detona solos nervosos e neuróticos, normalmente sobrepostos à gravações com base ou a outras guitarras que ficam só na viagem. As faixas cantadas não são ruins, nem os vocais, mas as instrumentais são realmente diferenciadas! Algumas das faixas cantadas me lembram uma mistura de Pink Floyd com a fase C.O.D. Performance do Present. Excelente disco para quem aprecia o de rock com guitarra bem trabalhada e com base pesada, bem pesada.

01. Enigma 5
02.  We Got it All
03. Dialeto
04. Esta no Ar
05. As Pedras Voam
06. This is the World
07. Chromatic Freedom
08. Eu me Lembro
09. Falsa Valsa
10. Rainha Perversa
11. Train of Destruction
12. Divided by Zero

Nelson Coelho - guitarras e vocais
Andrei Ivanovic – baixo fretless
Miguel Angel – bateria e backing vocals
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Slivovitz - Bani Ahead]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1625</link>
						  <pubDate>2012-01-30 16:45:59</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/slivovitz-2.png" width=200 height=200 align="left"><br>Algumas bandas têm o dom de misturar muitos estilos de forma criativa, com muita identidade, energia e produzir uma mescla tão boa que acaba sendo difícil de categorizar. O novo e segundo CD da banda italiana Slivovitz, Bani Ahead, é assim. Eles misturam jazz, klezmer music, blues, progressivo e mais uma penca de coisas! Passagens com arranjos complexos que nos remetem a Zappa, ou Zorn, com sua Radical Jeweish Music, solos de trompete intercalos com solos e riffes pesados de guitarra, com ataques super rápidos e complexos dos sopros, ala Doctor Nerve ou Gutbucket, e solos de guitarra completamente atravessados de dar inveja a Marc Ribot, Bill Frisell ou Nick Didkovsky e solos de trompete que lembram a fase elétrica de Miles Davis fazem desse CD um campeão. A cada vez que você ouvir, algo novo vai ser descoberto. No meio dessa avalanche sonora ainda cabem passagens belas com arranjos delicados para os metais e a harmônica. Se você conhece as referências dadas e gosta dessas bandas, não tem como errar com esse CD! Se você não conhece, não tem problema, gosta de um som que vai lhe levar por novas aventuras, com muita energia, ritmos intrincados e uma nova surpresa a cada 30 segundos? Slivovitz. Slivovitz desafia rótulos ou categorização. Slivovitz é boa música, é criatividade, é jazz, é rock, é vanguarda, é Slivovitz!]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Accordo dei Contrari - Kublai]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1624</link>
						  <pubDate>2011-12-27 10:54:58</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/kublai.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>	Seguindo o estilo do álbum anterior, Accordo dei Contrari, lança em 2011 seu segundo trabalho, o CD Dublai, em que mesclam jazz rock, com rock progressivo clássico e italiano, sendo o resultado muito interessante e agradável. Existem referências claras ao Yes, Deus Ex Machina e Área, mas música é original, inteligente e consistente o suficiente para atrair o interesse do ouvinte da primeira à última nota, sendo praticamente impossível não ouvi-lo do começo ao fim. G.B. Evidence abre o CD com energia total, ritmo complexo, contrapontos complexos, com bela interação entre guitarra e teclados, e excelente alternância entre os tipos de teclados, piano, sintetizadores e órgão, no melhor estilo italiano! Arabesque é tema árabe que nos faz lembrar a banda Área, um dos pontos altos do CD, com belo trabalho de guitarra com climas post-rock trabalhando em longo solo junto com a bateria, enquanto o tecladista mistura sintetizadores e piano elétrico, trazendo à música estilo jazzistico e ao mesmo tempo progressivo setentista. Dark Magus é dominada pelo trabalho do órgão e pela precisão baixo-bateria, com mudança de temas e andamentos, com fugas rápidas dos teclados e da guitarra; momento mais atmosféricos é criado, em que os dois solistas criam clima para entrada do baixo e da bateria, em crescendo, que culmina com belos solos do tecladista e do guitarrista, que se alternam, até chegarem no final de contrapontos bombástico! L Ombra cli um Sogno é uma balada com participação de vocais de Richard Synclair e é onde a banda demonstra suas influências canterburianas; a bela balada do início vai lentamente se transformando em tema complexo e cheio de contrapontos entre guitarra e teclado. O tecladista é realmente bom em explorar os timbres e sons diferentes dos seus aparelhos. A guitarra e o baixo aqui são bastante jazzísticos, trazendo uma clareza ao tema que contribui muito com o todo da composição. Piú Limpida e Chiara cli Ogni Impresione Vissuta, part1 é mais um fusion nervoso e intenso, em que os rítmos e o andamento vão mudando e ficando cada vez mais complexos, enquanto os teclados criam um emaranhado complexo de padrões para os solos de guitarra. Essa é a faixa que mais me lembra o som do progressivo italiano, principalmente do Deus Ex Machina. Para quem gosta de muita energia e adrenalina. Battery Park um tema mais refrescante e melodioso para fechar o CD, explorando o piano em momentos de grandiosidade, suportados pelo ritmo propulsivo imposto pelo baixo e bateria que vai crescendo e acelerando até ser coroado com magnífico solo de guitarra. Enfim, esse disco mostra a evolução em relação ao primeiro trabalho da banda e me agradou muito. O tecladista é fantástico e sabe trabalhar muito bem na alternância de sons dos seus aparelhos e os escolhe muito bem para cada momento. O guitarrista também sabe escolher os timbres e efeitos que dão algo especial à música. A dupla bateria – baixo é sensacional, colocando energia nas horas necessárias ou criando um clima mais agradável nas passagens mais lentas. Se você gosta de progressivo italiano com alguma energia extra, não perca Kublai.

1. G.B. Evidence
2. Arabesque
3. Dark Magus
4. L Ombra di un Sogno*
5. Più Limpida e Chiara di Ogni Impressione Vissuta, part I
6. Battery Park

Giovanni Parmegianni - Hammond, piano elétrico e acústico, Arp Odyssey, Minimoog
Cristian Frnachi - bateria
Daniele Piccinini - baixo
Marco Marzo Maracas - guitarra, oud

*Richard Sinclair voz *
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Dave Willey - Immeasurable Currents]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1623</link>
						  <pubDate>2011-12-26 19:18:41</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/davewilley.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>	Dave Willey é a mente por trás da banda Hamster Theatre e membro do Thinking Plague. Immeasurable Currents é seu novo CD solo e é composto por uma série de canções baseadas em poemas escritos por Dale Willey, algum parente. Além de idéias originais, algumas coisas que estavam guardadas no baú aparecem aqui pela primeira vez, como por exemplo, parcerias de composições e gravações feitas com Hugh Hopper. Além de Willey e Hooper, temos a presença de Deborah Perry, Elaine di Falco, Wally Scharold, Mike Johnson, Dave Kerman e Farrell Lowe, além de outros convidados. Esteticamente temos canções com pitadas da música do Hamster Theatre e Thinking Plague, country antigo, folk, canções sombrias, para crianças e rock progressivo. As canções são calmas, mas algumas faixas apresentam energia e complexidade total, como o melhor do Hamster Theatre. O grande lance do CD é a maneira que os detalhes de fundo se desenvolvem, como uma nuvem de fumaça que não impede de perceber o todo, mas está lá se movimentando e enriquecendo o todo principal, criando uma atmosfera agradável e inebriante. Isso é feito com a sobreposição de loops, vários vocais, harpa, percussão e guitarras, tudo trabalhado com muita maestria e excelente para se ouvir com fone de ouvido, pois a gravação é sensacional e a dinâmica da mixagem soube aproveitar muito bem esses detalhes. Novamente o trabalho do grande Udi Koomran. O vocal de Deborah Perry é que faz a conexão com o som do Thinking Plague e que dá grande beleza à música. Recomendo para todos que gostem de belas canções e de música bonita.

01. Too Much Light (Ionesco s Theme)
02. The Old Woods
03. If Two See a Unicorn 04. What a Night 05. The Conservatives 06. Winter 07. I Could Eat You Up 08. Wordswords 09. Autumn 10. Mitch 11. A Garland of Miniatures 12. Nightfall 

Dave Willey - baixo, acordeão, vocais, percussão, bateria, guitarras, teclados, sinos, harpa
Hugh Hopper - baixo, loops
Elaine Di Falco - vocais, piano
Mike Johnson - guitarra, teclados
Deborah Perry-  vocais
Wally Scharrold - vocais
Dave Kerman - bateria
Farrel Lowe – guitarra
Wally Scharod – vocais
James Hoskins – cello
Emily Bowmman – viola
Mark Harris – clarinete
Bruce Orr – fagote
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Björkenheim / Laswell / Ågren - Blixt]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1622</link>
						  <pubDate>2011-12-26 15:54:12</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/blixt.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>	Super power trio internacional, juntando Finlândia, Estados Unidos e Suécia. O guitarrista Raoul Björkenheim apareceu na década de 1980 com a banda do baterista Edward Vesala, depois montou sua própria banda Krakatau, que gravou 4 discos, 2 pela ECM, e hoje participa da cena de free-jazz, free-rock e vanguarda mundial em bandas como Scorch Trio, Box, em vários contextos de improvisação e agora com Blitx. O baixista Bill Laswell é famoso pela participação em milhares projetos dub, trance, free-jazz, trash e vanguarda, além de ter sido pioneiro na chamada no-wave, começando com Material, Massacre, Golden Palominos. O baterista suéco Morgan Ågren toca em sua banda Mats-Morgan no Zappa Universe dentre outros tantos projetos, e é conhecido por ter se apresentado com a banda de Zappa ao vivo e sem ensaio nos anos 80, além de ter sido nomeado pela Modern Drummer o melhor baterista fusion de 2010. Difícil não comparar Blixt com o Massacre, que tinha em sua formação original Bill  Laswell ao lado dos “Freds”, Frith e Maher. Acho que Blixt é a versão moderna do Massacre, mas com dois músicos tecnicamente superiores aos “Freds” da banda original, mas não pretende ser uma banda substituta do Massacre, que de tempos em tempos volta a baila. O CD abre com Black Whole que começa com ataque de guitarra a la Hendrix e a banda se junta como bloco sonoro maciço, até em parte com ritmo mais constante para solo de guitarra. Moon Tune nos remete ao estilo dissonante, com batida mais quadrada, e o baixo com o som subliminar de Laswell, como no Massacre. Tools começa com solo destruir de bateria, seguido por um dissonante e dominante da guitarra. Cinque Roulettes é quase metal de vanguarda, minha faixa preferida, pesada, negra e intensa. Para ouvir alto e com muito grave! Shifting Sands Closing Hour é o momento mais calmo do disco inteiro, quase 3 min de improviso calmo e muito criativo, baseado em chocalhos e percussão nas cordas da guitarra e do baixo. Ghost Strokes e Insible One são dois longos improvisos, nos quais os músicos exploram suas habilidades ao máximo, como músicos e improvisadores. Apesar de serem improvisos, os três têm grande interação e muitas partes realmente parecem composições, sendo que Ghost Strokes é mais lenta e baseada em solo de guitarra que vai crescendo com a música de porções lentas até algo mais ritmado e rock n´roll. Sublime. Em Insisible One o desenvolvimento é sobre o baixo, com mais groove, e a guitarra se impondo e crescendo. Drill Beats peso total novamente, trash-jazz, com ritmos complexos. Em Storm o nome já diz tudo e 4-4-4-4-2-2-2-5-2 fecha o CD com chave de ouro, com mudanças de tempo, muita energia, solo explosivo da guitarra, o baixo de Laswell com efeitos estrondosos e Morgan detonando a bateria. Altamente recomendado para os destemidos!

1. Black Whole
2. Moon Tune
3. Tools
4. Cinque Roulettes
5. Shifting Sands Closing Hour
6. Ghost Strokes
7. Invisible One
8. Drill Beats
9. Storm
10. 4-4-4-4-2-2-2-5-2
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Wadada Leo Smith - Heart s Reflections]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1621</link>
						  <pubDate>2011-12-21 13:58:52</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/wls-heartsreflection.jpg" width=200 height=200 align="left"><br>	Wadada Leo Smith é o trompetista das mil formas e grupos. Organic é sua super banda elétrica com catorze componentes, com ele no trompete, 4 guitarristas, bateria, 2 baixistas, 2 saxofonistas, bateria, teclados e dois manipuladores de laptop. A faixa de abertura Don Cherry´s Electric Sonic Garden tem toda ginga, swing e eletrecidade do Bitches Brew, com trompete elétrico com wah-wah e tudo. Hearts Reflections: Splendors of Life and Purification é suíte de 12 partes, com solos e partes que seguem a linha harmolódica de Ornette Coleman, mas cada parte é baseada no solo de um ou mais instrumentos, baixo, trompete, violino, e depois evolui para a composição desenvolvida pelo grupo. Tommy Morrison: The Black Hole começa com improviso livre com solo de violino em baixo de manipulações e ruídos eletrônicos que desenvolve para solo de piano! Pode parecer zoeira total, mas a faixa até que é calma! Leroy Jenkins s Air Steps fecha o CD e é a melhor faixa, que abre com trompete dissonante e solos de guitarra arrebatadores dominam o núcleo da composição, que mistura improvisação livre, com a intensidade que Coltrane tinha em sua última fase com muito groove, harmolódica e certo gosto de Miles Davis. O disco é longo, são mais de duas horas de atividades intensas, a faixa mais curta de 10 min. E as outras suítes entre 20 e 60 min, cada, mas tudo aqui é feito com precisão e propósito certo. Mais uma grata surpresa de Wadada Leo Smith nas investidas da Cuneiform no mundo do jazz moderno.

Disco 1
1. Don Cherrys Electric Sonic Garden [For Don Cherry]
2. The Dhikr of Radiant Hearts, Pt.1
3. The Dhikr of Radiant Hearts
4. The Majestic Way
5. The Shaykh, as Far as Humaythira
6. Spiritual Wayfarers
7. Certainty
8. Ritual Purity and Love, Pt. 1
9. Ritual Purity and Love, Pt. 2
Disco 2
1. Silsila
2. The Well: From Bitter to Fresh Sweet Water, Pt. 1
3. The Well: From Bitter to Fresh Sweet Water, Pt. 2
4. Toni Morrison: The Black Hole (Sagittarius A)/Conscience and Epic Memor
5. Leroy Jenkins s Air Steps [For Leroy Jenkins]


Wadada Leo Smith: trompete, trompete elétrico
Brandon Ross: guitarra
Michael Gregory: guitarra
Pheeroan akLaff: bateria
Angelica Sanchez: piano
Casey Anderson; saxofone alto
John Lindberg: baixo elétrico e acústico
Skuli Sverrisson: baixo elétrico 4 e 6 cordas
Mark Trayle: laptop
Stephanie Smith: violin
Casey Butler: saxofone tenor 
Charlie Burgin: laptop
Josh Gerowitz: guitarra
Lamar Smith: guitarra
]]></description>
				 </item><item>
						 <title><![CDATA[  Finnegans Wake - Red]]></title>
						 <link>http://progbrasil.com.br/ExibeResenhas.php?eID=1620</link>
						  <pubDate>2011-12-21 10:02:37</pubDate>
                                                 <description>						 
						 <![CDATA[<img src="http://progbrasil.com.br/artwork/fw-red.jpeg" width=200 height=200 align="left"><br>	O conceito de música progressiva precisa estar ligado ao rock? Só rock que pode ser progressivo? Na década de 1980, Valdir Montanari gostava de usar a designação de rock progressista, pata encampar melhor a ideia de música em evolução, em mutação, que progride, que avança e que não para. A música do grupo mutante de Henry Krutzen, o belga nordestino, é a verdadeira música progressiva, pois não existe um único disco da banda que a sonoridade ou a proposta seja a mesma. Em Red, o sétido sob o no Finnegans Wake, Henry é acompanhado por vários músicos brasileiros além dos parceiros antigos, Jean-Luc Plouvier (Univers Zéro, Maximalist!, Ictus) e Markus Stauss (Spaltklang, Yugen) A música é dada por improvisos conduzidos para grupo de músicos, começando com solo de cello e terminando com solo de flauta e nesse entremeio, temos entre duetos e septetos que combinam, além dos instrumentos citados, percussão, oboé, saxofone, piano, clarone, violino, viola e bateria. Os improvisos conduzidos variam entre solos melancólicos, de profunda beleza, ao improviso livre mais abstrato, mas com bela interação entre os músicos. A escolha das combinações entre os instrumentos são inusitadas, como o dueto de sax e percussão ou o trio de percussionistas, passando por quarteto de cordas, ou dueto de piano e clarone, mostra a riqueza de idéias Henry. As maiores formações, em geral, apresentam alguns dos pontos altos do CD, em virtude da interação musical, e também alguns dos momentos mais energéticos, como o sexteto. Uma evolução das formas de improviso e formações em relação ao último CD, The Bird and the Sky Above (procure resenha no arquivos da progbrasil). Um aspecto interessante da música improvisada é que não tem clichet, você nunca sabe o que esperar, ou qual a lógica em que ela vai seguir, pois depende dos músicos participantes e da mente deles no momento da gravação. Para quem gosta de música contemporânea, moderna, sem barreiras, progressista. Um disco diferente, inusitado para se ouvir e apreciar com calma. Red foi manufaturado em CDR de alta qualidade como todos os discos da gravadora Ilse.

01. Solo	
02. Septet
03. Duet
04. Trio
05. Quartet
06. Sextet
07. Quintet
08. Another Septet
09. Another Duet
10. Another Solo

Fabio Presgrave - cello
Dudu Campos - percussão
Alexandre Johnson - flauta
Joni Johnston - oboé
Henry Krutzen – sax tenor, hang, percussão
Marcilio Onofre - piano
Markus Stauss - clarone
Sami Tarik - percussão
Ronedilk Dantas - violino
Edmarcos Costa - violino
Paulo Franca - viola
Darian Marley - bateria
Jean-Luc Plouvier - piano
]]></description>
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